Muitos empreendedores têm dúvidas e cometem erros na hora de decidir a melhor forma de pagamento e cobranças para o seu negócio. Esses erros podem gerar vários tipos de problemas, que vão desde o não cumprimento do compromisso até processos judiciais mais sérios. 

Para evitar essas situações, é importante oferecer alternativas e buscar maneiras de atender às necessidades dos clientes. Neste post, você irá conhecer quais são os erros mais frequentes na escolha das formas de pagamento e cobranças, e como poderá resolvê-los. Continue a leitura e confira! 

 Ser inflexível e não oferecer alternativas 

É fundamental oferecer diferentes condições de pagamento de dívidas. Afinal de contas, ninguém quer ficar com o nome sujo, não é mesmo? Você pode ajudar o seu cliente, por exemplo, aumentando um pouco o prazo do pagamento ou ofertar descontos, caso ele resolva quitar a despesa à vista. 

 

Também é possível disponibilizar formas de pagamentos recorrentes, que oferecem comodidade e praticidade aos consumidores. Vale destacar também que é muito importante apresentar diferentes opções que atendam aos seus compradores. 

Se a empresa não tem flexibilidade quanto às formas de pagamento, o cliente poderá ficar impossibilitado de efetuar a compra do produto ou serviço e certamente buscará um concorrente que ofereça mais alternativas de pagamento. 

Para entender melhor qual é a forma de pagamento ideal para o seu negócio, é fundamental conhecer não somente as vantagens e desvantagens de cada opção, mas também as consequências de cada escolha para a empresa. 

Boleto 

O boleto oferece a vantagem de possuir taxas fixas e é recomendado para cobranças acima de R$100,00. A desvantagem é que não é possível automatizar sua quitação, ou seja; o cliente precisa pagar a conta por meio do seu banco ou em casas lotéricas. Por isso, há maior risco de inadimplência do consumidor. 

Em muitas ocasiões, as empresas erram no preenchimento de informações como: valor, data de vencimento, dados do empreendimento e descrição do serviço ou produto. Isso pode gerar sérios problemas ao negócio, pois, de acordo com o artigo 42 do Código de Defesa do Consumidor, o cliente terá direito ao ressarcimento em dobro quando pagar cobranças indevidas. 

Cartão  

Compras feitas com cartão de débito ou crédito são mais seguras, já que o consumidor não precisa andar com muito dinheiro em espécie. Por outro lado, é muito comum acontecer cobranças duplicadas, fazendo com que o estabelecimento precise devolver ao consumidor o valor cobrado à mais. 

Débito em conta 

Sem dúvida, esta praticidade ajuda quem acaba se esquecendo de pagar uma conta ou não quer perder tempo em filas de lotéricas ou bancos, pois os pagamentos são descontados automaticamente, na data do vencimento, da conta bancária. 

Entre os problemas que podem ocorrer, estão a falha em debitar a cobrança — gerando atraso no pagamento —, a realização de débitos de serviços não autorizados pelo cliente e a dificuldade para cancelar um serviço de débito em conta. Em todos esses casos, o cliente pode entrar na justiça e mover uma ação contra perdas e danos — podendo, inclusive, receber uma indenização. 

 Prorrogar a dívida demasiadamente 

Como vimos, algumas vezes é importante prorrogar um pouco o prazo do vencimento, pois essa flexibilidade demonstra que você está disposto a negociar. Porém, é necessário manter o equilíbrio e não exagerar na concessão. O cliente precisa saber a data de pagamento e que poderá ser penalizado de alguma forma se não cumprir a sua parte. 

Além disso, quanto maior o tempo concedido ao inadimplente, menores são as chances de que ele efetue o pagamento. 

 Fazer ameaças 

Não é recomendável ter uma atitude ameaçadora e insistente na sua cobrança. Essas atitudes interferem na imagem da empresa e podem até gerar processos judiciais. 

Lembramos ainda que o artigo 42 do Código de Defesa do Consumidor proíbe que o cliente seja exposto ao ridículo ou a qualquer forma de constrangimento ou ameaça. 

Sem dúvida alguma, em certos momentos, não é fácil oferecer modelos de pagamento adequados e ter boas práticas de cobranças ao cliente. Por isso, é fundamental conhecer as alternativas existentes e as leis do Código de Defesa ao Consumidor para evitar problemas. 

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