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5 providências inadiáveis para mitigar os riscos da gestão de créditos

Postado por Vinicius Moura em 19 de nov de 2019

5 providências inadiáveis para mitigar os riscos da gestão de créditos

É importante entender o perfil do seu cliente e manter o controle o limite máximo daquilo conhecido como "fiado". Um bom controle destes valores permite que o prejuízo de sua empresa diminua.

Imagine que você possui uma loja de roupas onde alguns de seus clientes compram fiado. Aquelas compras efetuadas a prazo são controladas através de sua caderneta. No entanto, a cada vez que seu cliente aparece em sua loja, você gasta um tempo pesquisando se aquele cliente possui débitos anteriores. Quanto trabalho, né?

Às vezes, por conta da correria, passa despercebido uma informação de que o máximo do valor para vendas à prazo para determinado cliente é de R$300,00 por exemplo. Isto ocorreu porque você esqueceu de anotar em seu caderno esta informação e deixou outra pessoa no lugar. Após este incidente, este cliente decide pagar apenas o valor de R$300,00 que corresponde ao limite dele. 

Por conta deste incidente, o dinheiro daquela mercadoria demorará a cair, e assim, poderá ter um pouco de dor de cabeça para receber. Em 2019, a porcentagem de brasileiros que possuem uma dívida que não conseguem pagar chegou a 40% da população (cerca de 63 milhões de pessoas). E você como comerciante, o que faz para evitar o aumento de suas inadimplências?

A engenharia financeira mais básica é o controle do fluxo de caixa

Controlar o crédito dos clientes é uma estratégia importantíssima para a saúde financeira dos empreendimentosClientes endividados é o que nenhum empreendedor precisa. Além disso, todo o administrador sabe que é preciso gerenciar o fluxo de caixa de forma que o prazo de recebimento seja inferior ao prazo de pagamento.

Essa engenharia financeira não é possível quando os clientes têm um limite de crédito muito grande e sua capacidade de pagamento estiver comprometida.

Cuidado com a utilização dos cartões de crédito

Os cartões de crédito e débito são uma forma prática de se realizar transações comerciais, é evidente, mas o prazo que as operadoras de cartão de crédito precisam para receberem de seus clientes tem custo. Quanto maior a inadimplência, mais caro o custo daquele crédito.

Por outro lado, a cobrança que operadoras e bancos fazem dos comerciantes que tomam os seus serviços também tem um alto custo. A praticidade pode ser tão cara, em alguns casos, que a competitividade do empreendimento fica comprometida.

O que fazer para fugir dos altos custos do cartão de crédito ou débito?

Em tempos de crise a situação fica dramática. Em especial porque vive-se em uma sociedade de consumo na qual o desemprego e a falta de liquidez dos investimentos impactam fortemente na lucratividade das organizações. Ceder aos juros dos cartões de crédito ou débito piora ainda mais o cenário já muito complexo.

As empresas têm procurado e testado outras soluções menos custosas. Registra-se um aumento de transações com boletos bancários, depósitos em conta por meio de TED (Transferência Eletrônica de Crédito), DOC (Documento de Ordem de Crédito) e até mesmo pelos meios que já vinham sendo considerados antiquados: cheques, notas promissórias e duplicatas.

A velha carderneta está de volta!

Pois é, a crise trouxe de volta a nostalgia da caderneta e do fiado.

Em entrevista para a Rede Jornal Contábil, a Diretora Comercial e de Marketing da consultoria Kantar Worldpanel, Christine Pereira, em 2016 detectou-se que 14,1 milhões de famílias usaram ao menos uma vez a caderneta para ir às compras nos mercadinhos de bairro, padarias e açougues.

Já Raquel Ferreira, especialista em Conhecimento do Consumidor da consultoria Nielsen, afirma que “1,178 milhão de donas de casa compraram fiado ao menos uma vez ao longo de 2016 em todo o Brasil”.

Hoje já há software houses trabalhando com aplicativos para smartphones que substituem a caderneta em papel. O controle passa a ser mais eficiente e a segurança e praticidade são maiores tanto para o comerciante quanto para o cliente.

Quais cuidados devem ser observados para oferecer crédito nas cadernetas de fiado? 

Em qualquer caso de oferta de crédito por conta e risco próprio do empreendedor, é imprescindível para o estabelecimento evitar inadimplências ou calotes na implantação do limite de crédito. Com ele é possível definir o valor máximo que o cliente poderá ter em aberto em relação às suas dívidas, a fim de evitar o não pagamento.

Como o controle é realizado pela própria empresa, algumas providências devem ser tomadas para minimizar o risco de ficar sem entradas de recursos no caixa.

Conheça cinco providências inadiáveis para mitigar os riscos da gestão de créditos

  1. Faça uma cuidadosa análise de crédito – Saber quem é o seu cliente é fundamental. Você pode optar por contratar instituições de análise de crédito como o SerasaSPC Brasil ou Check Check. Uma busca cuidadosa no Google também ajuda a identificar se o seu cliente tem algum protesto contra ele (digite o nome completo entre aspas e faça a busca).

  2. Verifique referências de outras empresas – Não há problema algum em pedir ao cliente suas referências comerciais e de consumo em outros estabelecimentos. Ele não ficará constrangido, porque essa é uma prática comum no mercado.

  3. Comece concedendo um crédito baixo – O cliente fará a primeira compra e o relacionamento começará a se fortalecer. Conforme o histórico de compras e pagamento, o aumento de crédito poderá ser concedido de acordo com a relação de confiança entre as duas partes.

  4. Exija garantias – Para compras de alto valor como veículos, joias e imóveis, a prudência deve ser maior. Exija garantias aos seus clientes e previna-se de prejuízos que possam arruinar os resultados da sua organização.

  5. Invista em software de gestão – Se o gestor identificar melhor as nuances do fluxo de caixa e, ainda, programar com precisão as entradas e saídas de recursos, a estratégia de gestão de créditos se torna mais alinhada às necessidades da empresa. Conciliar a gestão do fluxo de caixa e a gestão de créditos é gerir riscos.

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