Quem viveu o tempo em que o imposto de renda era declarado manualmente se lembra das absurdas horas gastas. Eram páginas e mais páginas de formulários, em especial o formulário azul. Como preencher, como calcular, como comprovar? Como resultado da tarefa quase hercúlea para os menos entendidos, vinha a fase da fila no banco para a conferência dos escriturários especializados. O desespero não era incomum quando contribuintes tinham a declaração recusada por problemas no preenchimento ou na documentação. Voltavam ao início dos trabalhos. Alguns choravam, outros esbravejavam, mas todos o mesmo desejo: que um dia o governo tornasse o processo mais simples.

Não era diferente para as pessoas jurídicas. Mesmo com o grande avanço trazido pela informática, há até poucos anos o processo de escrituração da Receita Federal era bem mais complexo. Se para as pessoas físicas as exigências eram desesperadoras, os contadores trabalhavam para as pessoas jurídicas em meio ao caos. Pior: o caos não era anual, mas mensal.

A TI em ação

Visando unificar a recepção, a validação, o armazenamento e a autenticação de livros e documentos (contábeis e fiscais) das pessoas jurídicas, a partir de 2008 entrou em vigor para grande parte das empresas tributadas pelo lucro real o SPED (Sistema Público de Escrituração Digital). Deu certo. Finalmente, a partir de 2014 o SPED agregou a maior parte das empresas tributadas também pelo lucro presumido. Isso aconteceu porque se trata de um processo com três claros objetivos que vieram de encontro às necessidades dos profissionais de contabilidade, das organizações e do próprio fisco:

  • Integrar os fiscos – A padronização e o compartilhamento das informações contábeis e fiscais respeitam determinadas restrições e regras que permitem que os fiscos se integrem em nível regional e nacional.
  • Tornar os processos mais eficientes – O benefício para os usuários, seja com tempo ou ganho de produtividade é inconteste. Por exemplo, é possível tornar a gestão das obrigações acessórias mais racional e uniforme, também simplificando o trabalho dos diferentes órgãos fiscalizadores.
  • Agilizar a identificação de erros ou ilícitos tributários – A chamada “celeridade” dos processos envolve a melhoria dos controles e permite a rapidez no acesso aos dados e informações. Isso dá mais transparência, melhor performance no cruzamento de dados e mais integridade na auditoria eletrônica. Os resultados são claros: redução do risco de erro e efetividade na fiscalização operações.

O SPED Fiscal e o Sintegra

Um dos subprogramas do SPED é o EFD (Escrituração Fiscal Digital), mais conhecido como SPED Fiscal. Ele é um arquivo digital contendo as informações de todos os documentos fiscais do IPI e ICMS relacionados ao período de apuração. Trata-se da escrituração fiscal de cada empresa, esteja ela em qualquer unidade da federação. Como se sabe, cada estado tem suas próprias regras e controles. Por isso foi desenvolvido o Sintegra (Sistema Integrado de Informações sobre Operações Interestaduais com Mercadorias e Serviços). O Sintegra facilita o fornecimento de informações dos contribuintes aos fiscos estaduais e aprimora o fluxo de dados nas administrações tributárias e entre as secretarias estaduais de receita.

Por ser de uso frequente, o SPED Fiscal e o Sintegra costumam trazer dúvidas e certa insegurança antes do envio, mesmo até para os mais experientes. Enumeramos abaixo três dicas para quem quer submeter a escrituração fiscal digital com segurança:

#1. Baixe o programa Fcont

Com a finalidade de validar informações e o preenchimento dos campos antes de enviar o arquivo pela internet, o SPED tem o programa Fcont – Controle Fiscal Contábil de Transição. Clicando aqui você pode baixar o programa diretamente do site da Receita Federal.

#2. Baixe um Guia Prático da EFD (Escrituração Fiscal Digital)

O Guia Prático da Escrituração Fiscal Digital – EFD ICMS/IPI está disponível no site do SPED. Certamente nele você encontrará todas as explicações, regras e cuidados que deve ter ao preencher as informações do arquivo digital que será validado pelo programa da Receita Federal. Clicando aqui você pode baixar o Guia Prático da EFD.

#3. Contrate um sistema seguro, a prova de falhas

Simplifique e agilize o processo de entrega das principais obrigações fiscais de sua empresa, como: Sintegra, SPED Fiscal, XML de notas fiscais emitidas e Inventário anual. Como resultado você garante total tranquilidade entre sua empresa e o fisco.

Um bom sistema como o UpGestão garante o atendimento aos requisitos do Sintegra e do SPED Fiscal. Como resultado, os arquivos digitais atenderão ao nível de exigência da legislação e de segurança que você precisa.

Experimente o UpGestão agora mesmo e veja como é simples e fácil gerenciar seu negócio.